Medinfar entra no negócio da cosmética

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A Medinfar, dona do Trifene e do Halibut, entre outros produtos de farmácia e para-farmácia, está a apostar em produtos de cosmética feitos à base de grainha de uvas e com extrato de aroma de vinho do Porto, com a marca Dvine, para crescer neste negócio em farmácias. A atriz Daniela Ruah, radicada nos Estados Unidos, é a embaixadora da marca que tem ambições de internacionalização.

“Queriamos abrir um novo caminho e temos a portugalidade em comum com a Dvine, que é também feita em Portugal e trabalha o Douro enquanto marca”, justifica Ana Cercas, responsável da unidade de negócio Dvine, marca que a Medinfar adquiriu no início deste ano à empresa que, em 2014, criou e desenvolveu os produtos, a Douro Skincare. Ana Cercas escusa-se a revelar o montante envolvido na aquisição, bem como neste relançamento com mais quatro novos produtos, além dos oito iniciais. A responsável da Medinfar avança que neste momento os hidratantes, seruns, tónicos e leites de limpeza da pele estão à venda em cerca de 20 farmácias nacionais, mas o objetivo é chegar aos 300 pontos de venda em dois anos. Um caminho que a Medinfar tem facilitado tendo em conta que é a segunda maior farmacêutica a nível nacional com contratos de distribuição com as cerca de 2900 farmácias existentes em Portugal.

Para já, o foco está no mercado nacional, mas Ana Cercas garante que o futuro da Dvine passa pelos mercados internacionais, onde a marca já chegou aquando o lançamento em 2014. Espanha, França, Ucrânia, Rússia, Macau e Hong Kong são os destinos onde a Dvine esteve à venda. O comércio eletrónico, por seu lado, não é uma prioridade.

Mariana Andrade, responsável pelo desenvolvimento da Divine e sócia da Douro Skincare, continua ligada à marca que idealizou com mais três sócias (atualmente são só duas). Não se mostra triste por ter vendido a Dvine porque se mantém ligada ao desenvolvimento dos produtos e estratégia da marca como consultora, além de a empresa da qual é sócia, a Douro Skincare, receber royalties das vendas depois do negócio com a Medinfar. “Para se implementar uma marca como esta é preciso ter capacidade de distrbuição e de divulgação que nós não tinhamos. Quando lançámos inicialmente fizemos um contrato com uma distribuidora que tratava a Dvine como mais uma marca que estava a distribuir”, argumenta Mariana Andrade para justificar a venda à Medinfar.

O lançamento da Dvine em 2014 implicou um investimento de 250 mil euros, dos quais 186 mil euros financiados pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e os restantes 64 mil euros suportados entre capitais próprios e recurso a microcrédito, para desenvolver as embalagens e a produção, que não foram suportadas pelo QREN.

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